Desmistificando sobre dieta
Olá! tudo bem?
Hoje resolvi escrever sobre dietas porque, nesse final de semana, vi um video do comediante Fabio Porchat dizendo que correu 7 km e perdeu 500 calorias. Segundo ele, o equivalente a dois bombons sonhos de valsa. Com isso, ele se questionou achando injusto essa medida de perder o equivalente a dois bombons depois de correr tanto.
Lógico que ele como humorista, sabe muito bem utilizar esses recursos do cotidiano para o humor. A proposta aqui não é problematizar essa fala, mas aproveitar essa repercussão para refletirmos um pouco sobre o assunto. Se formos pensar na ideia de dieta, da maneira que foi imposta para as pessoas, muitas vezes pela mídia e em outros casos pelo profissional de saúde, ela meio que se resume a perder calorias, certo? Infelizmente, sim. Ainda vemos muitas pessoas fazendo dieta com o foco em reduzir a ingestão calórica. Atualmente, a tendência são os diversos tipos de jejum que propõe não consumir nenhum alimento por longo período de tempo com a premissa de que ele é benéfico para saúde e auxilia (por motivos óbvios) na perda de peso.
De fato existem estudos científicos que sugerem o jejum prolongado como benéfico para a saúde. Mas a questão é: isso serve para todos? Para validar estudos científicos e propagar para uma população, temos que ter alguns cuidados. Quais foram as variáveis e o tamanho dessa população analisada é uma das questões importantes para entender os resultados desta pesquisa. Portanto, é muito difícil garantir que o jejum será benéfico para todos.
Em contrapartida, o que podemos garantir é que as calorias, tão temidas pelas pessoas, é o produto final do que foi consumido. Todo o alimento é quebrado em partículas menores pelo nosso sistema digestório até se transformar em energia. Nesse processo, absorvemos os nutrientes presentes nos alimentos. Então, o que podemos entender que é importante nessa dinâmica? O valor nutricional dos alimentos que consumimos. Quando consumimos produtos com baixo valor nutricional mas muito calórico, rapidamente sentimos fome novamente, pois não conseguimos suprir a demanda que o nosso organismo necessita. Aí quando consumimos mais alimentos de baixo valor nutricional para matar a fome, esse processo se repete. E, nesse caminho, acabamos engordando, além de ser uma das consequências o desenvolvimento de doenças fisiológicas e mentais, pois, por mais incrível que pareça, o nosso cérebro precisa de muita energia e nutrientes para funcionar adequadamente. É por isso também que quando ficamos muito tempo estudando ou fazendo uma atividade intelectual muito intensa, sentimos muita fome.
Se o nosso organismo precisa de um aporte nutricional adequado para obter seu pleno funcionamento, a probabilidade de um jejum muito longo gerar um estresse no organismo não é baixa. É claro que isso deve analisado de maneira individualizada. Mas é um alerta para que não seja propagado como se funcionasse para todos esse tipo de dieta.
Além disso, muitas vezes é associado a pratica de atividade física somente com a perda de calorias, excluindo completamente todos os benefícios presentes para o organismo quando praticamos qualquer exercícios com frequência. Melhoramos nossa saúde cardiovascular, óssea, liberamos hormônios que causam bem estar e prazer, diminuindo o estresse do dia a dia. Ativamos nossa produção de vitamina D quando praticamos atividades ao ar livre. Enfim, são diversos benefícios que não podemos reduzir simplesmente em gastar calorias.
Lembre-se que o ganho de peso é a longo prazo, não é comum ganharmos 30 kg em um mês. Geralmente, é fruto de escolhas alimentares inadequadas e baixa ou nenhuma pratica de atividade física ao longo de anos. Com isso, não é uma corrida de 7km que vai fazer você perder 2.000 calorias. Ainda bem, né? Imagina o quanto de energia precisaríamos consumir para fazermos nossas atividades básicas do dia a dia se funcionássemos desta maneira?
E vocês? O que acham? Comentem aí ..
Bjssss :)

Comentários
Postar um comentário